porque sou uma instância inferior de céus
e nuvens e trovões,
porque quero os clichês ardendo em mim
antes de serem clichês, chavões e banalidades,
porque vou até o sol e queimo frente a tanto enfrentamento,
porque choro sozinha nas noites e nos dias em que voo sem pouso,
porque sou pouco e sempre desejei o mais,
porque vou sair a procurar porquês,
Eu estou aqui.
Por que vou até teus pés e volto em um átimo?
Por que sou sempre a última?
Por que levo dois tempos, assim bem computados, para
pensar e transformar os ímpetos em planos?
Volta à casa o antigo dono, faz do chão o seu entorno,
torna a mim o meu intento, vem do céu o sol e o vento,
não sou eu que escrevo cartas e as rasgo dois segundos depois?
Não sou eu aquela que quis roubar dois ou três versos geniais?
Porque percebo essa farsa em cinco atos ancestrais.
Estou ardendo e ninguém vê. Por quê?
Eu vou saindo pelos fundos,
não tenho ganas de paixões, de verdades,
bobagens, canções e novos mundos,
só vou saindo pela porta de trás,
querendo chamar atenção pelos
avessos. Eu sempre fui igual
e invertida.
Eu sempre fui igual
e pervertida,
só me falta a ginga social.
Vou saindo pelos fundos,
mas continuo a espreitar meus passos:




5 comentários:
Não vês que estou queimando?
Belo escrito.
Adorei ... superou-se
Janinha... Dez!!!!!
"Eu sempre fui igual
e invertida.
Eu sempre fui igual
e pervertida,
só me falta a ginga social."
Ai, que liiindo!!!!
Bjoca! Tê!
Gente, obrigada pela visita e pelas palavras... ando meio swumida, mas, quando dá, apareço por aqui... saudade de vê-los mais de perto!
Beijos, Jana
Jana
Intensa! Poema espetacular!
bjos
Anne
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